Nem toda métrica de marketing digital merece estar no relatório da agência.
Algumas respondem perguntas de negócio, mas a maioria responde perguntas de plataforma, e quando o cliente não sabe a diferença, a reunião vira sessão de explicação em vez de tomada de decisão.
Este guia vai te mostrar quais métricas incluir, por objetivo, e por que as outras ficam de fora.
Por que a escolha de métricas importa?
Primeiramente, antes de montar qualquer relatório, é importante definir o que aquele cliente precisa enxergar, e isso muda dependendo do objetivo da campanha.
Por exemplo, um cliente de e-commerce precisa saber se as campanhas estão gerando receita, um cliente de geração de leads precisa saber quantos leads chegaram e quanto custou cada e um cliente de branding precisa saber se a marca está ganhando presença.
Assim, colocar métricas que não respondem a nenhuma dessas perguntas diminui a clareza do relatório
Quais métricas incluir por objetivo?
Para e-commerce
ROAS por campanha: mostra quanto o cliente recebe para cada real investido, é a métrica mais direta de eficiência para esse modelo de negócio.
Taxa de conversão: quando o ROAS cai, essa métrica indica se o problema está na campanha ou na página de destino.
Receita por canal: mostra de onde veio o faturamento no período e assim ajuda a decidir onde concentrar o investimento a seguir.
Ticket médio: explica variações de receita que o volume de vendas sozinho não consegue justificar.
Para geração de leads
CPL (custo por lead): custo total dividido pelo número de leads gerados no período, esse é o número que o cliente vai comparar mês a mês.
Volume de conversões por canal: quando o volume cai, o relatório precisa mostrar de onde veio a queda, Meta, Google ou os dois.
Taxa de conversão por landing page: quando o CPL sobe, essa métrica indica se o problema está na segmentação da campanha ou na própria página.
Para branding e topo de funil
Campanhas de awareness não convertem diretamente, e o relatório precisa refletir isso, as métricas relevantes aqui são de cobertura e presença.
Alcance único: quantas pessoas distintas foram impactadas, diferente de impressões, que conta a mesma pessoa várias vezes.
Frequência: quantas vezes cada pessoa viu o anúncio em média. Para branding, o intervalo saudável fica entre 3 e 7 exposições por ciclo.
Parcela de impressões (Google Ads): percentual do leilão que a campanha está capturando. Uma parcela baixa indica que concorrentes estão dominando o espaço.
O que tirar do relatório
Algumas métricas têm aparência de dado relevante, mas raramente mudam a conversa com o cliente.
- Taxa de rejeição isolada: útil para diagnóstico interno, mas arriscada como métrica de relatório. Sem o contexto de negócio, o cliente tende a interpretar como problema mesmo quando não é.
- Tempo médio na página: o número sozinho não diz nada. Páginas de checkout devem ser rápidas; páginas de produto podem exigir mais tempo, isso depende sempre do objetivo.
- CTR isolado: um CTR alto com CPL ruim significa que o anúncio atrai as pessoas erradas, o indicador só faz sentido junto com a métrica de resultado.
Se uma métrica precisa de muito contexto para fazer sentido para o cliente, ela pertence à sua análise interna
Como estruturar o relatório?
A ordem das informações importa tanto quanto as métricas escolhidas. Um bom relatório conduz o cliente do resultado geral para o detalhe que explica aquele resultado.
Uma estrutura que funciona na prática:
1. Resultado do período: vendas, leads ou alcance, com comparação ao mês anterior, sem contexto ainda.
2. De onde veio esse resultado: canal, campanha e criativo que puxaram os números.
3. Custo por resultado: ROAS para e-commerce, CPL para leads, sempre com comparação ao período anterior.
4. Diagnóstico e próxima ação: o que funcionou, o que não funcionou e o que será feito a respeito. É aqui que a agência entrega a estratégia.
O problema do relatório manual
Essa estrutura só funciona quando o dado está certo, e um relatório montado na mão tem muitos pontos de falha.
Quando o cliente aponta uma inconsistência no número, a conversa sai do resultado das campanhas e vai para a confiabilidade dos dados.
O Metrics Hub conecta Google Ads, Meta Ads e GA4 diretamente ao Google Sheets, com atualização automática e cobrança em reais.
O relatório configurado uma vez continua sendo atualizado sozinho, sem exportação manual, sem risco de versão desatualizada, sem retrabalho.
Para agências com múltiplos clientes, adicionar um cliente novo leva o tempo de duplicar a estrutura, não de recriar o processo do zero.Conecte o Metrics Hub e veja seus dados chegando no Sheets hoje.

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